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É costume dizer-se que a exploração do Canadá e do oeste dos Estados Unidos foi iniciada pelos caçadores de castores, cuja pele, com uma elevada cotação, era das mais cobiçadas; esta caça absolutamente desordenada fez com que este animal tivesse desaparecido em vastas regiões da Europa, aonde era abundante, chegando quase à extinção nas restantes zonas; uma espécie protegida hoje, o castor pode ser encontrado na Alemanha, na Polónia e na Rússia, na bacia do Ródano, na Escandinávia, na Sibéria e no norte, especialmente no Canadá, aonde se distribui por praticamente todo o território.
Estes animais, tendencialmente monogâmicos, vivem quase sempre em casal, em zonas de floresta próximo à água. Com hábitos gregários, constituem numerosas colónias, formadas por gerações sucessivas. Vivem cerca de 20 anos, embora hajm indivíduos que ultrapassam esse limite. Na Europa e na Sibéria são comuns os abrigos construídos sob os barrancos: a galeria de acesso desemboca sob a água e é, em parte, invadida por ela; podem existir várias entradas, conduzindo todas a uma primeira câmara, que serve de vestíbulo e onde o animal se livra da água que traz no pêlo; segue-se a câmara principal ou vivenda, em posição elevada, onde vive a família; uma abertura no teto assegura a ventilação adequada, sendo o conjunto coberto com ramos entrelaçados, que dissimulam a abertura da chaminé de arejamento e as entradas dos túneis de acesso; essa ramagem não é cimentada com terra, tendo a função, ao que parece, para além de proteger o abrigo contra incursão de predadores, permitir também o escoamento da água da chuva para fora da habitação.
Estou a guardar comida no meu celeiro
Sem água não podia viver
Estes são o meu primo e a mulher
Temos que estar sempre alertas, não venha aí a raposa!
Para virar uso a cauda como um leme

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