OS MORCEGOS |
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| Os Morcegos pertencem ao
grupo dos mamíferos: » têm o corpo coberto de pelos » alimentam os bebés com o leite das mães » mantêm a temperatura do corpo constante, mas são também os únicos mamíferos que voam. Ao contrário do que muita gente pensa, os morcegos não são todos iguais. Em Portugal existem 24 espécies destes mamíferos voadores, que variam muito no tamanho, aparência, comportamento e noutros aspectos da sua biologia. Alimentam-se de insectos, que caçam durante a
noite. Algumas espécies capturam insectos voadores, outras conseguem apanhá-los no solo
e em rochedos, paredes e plantas ou superfícies de águas calmas. Para poderem capturar
estas presas, os morcegos têm um voo extremamente ágil. Ainda que tenham boa visão,
durante a noite utilizam principalmente o seu sistema de ecolocação que consiste na
localização dos objectos e presas através dos ecos de ultrasons que emitem pela boca e
pelo nariz. Algumas espécies abrigam-se quase exclusivamente em grutas, minas e outros subterrâneos. Outras preferem pequenas cavidades nos troncos das árvores, como ninhos de pica-pau abandonados. Há também espécies que se abrigam em casas e igrejas, em geral em salas pouco perturbadas, no forro, na cave, ou em esoaços apertados (entre telhas, por trás de pinturas, etc). Outras espécies passam o dia em estreitas fendas em muros, pontes ou rochedos. Não ocupam em geral o mesmo abrigo ao longo de todo o ano, chegando por isso a fazer migrações com centenas de quilómetros. Os mocegos são olhados como mau presságio e ligados a bruxas e lendas, como a do Conde Drácula. Há também uma crença de que se emaranham nos cabelos. Felizmente cada vez se acredita menos nestes mitos. Os morcegos são inofensivos e não causam prejuízo. São até muito úteis pois destroem grandes quantidades de insectos, combatendo pragas agrícolas e florestais e vectores de doenças. Numa noite, um morcego pode comer mais do que o seu próprio peso em insectos! Tal como no resto da Europa as populações de
muitas das nossas espécies têm vindo a diminuir, havendo em Portugal 9 em perigo
de extinção. A destruição ou perturbação dos vários tipos de abrigos é um dos factores responsáveis pela diminuição das populações de morcegos. O abate de velhas árvores restringe os abrigos disponíveis para as espécies arborícolas. As espécies cavernícolas são as mais afectadas, devido à grande concentração dos indivíduos num número reduzido de abrigos. É por esta razão que a maior parte das espécies cavernícolas está em perigo. Em edifícios, nem sempre são bem recebidos. São mortos ou obrigados a abandonar os seus abrigos. São também afectados por alterações dos habitats e aplicação de pesticidas. Por serem muito úteis e estarem ameaçados os morcegos estão protegidos por lei. (Espécies de morcegos existentes em Portugal - clique aqui ) |
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