As borboletas são
decerto os insectos mais conhecidos e admirados
.
Fazem parte da ordem dos lepidópteros, uma das mais numerosas da classe
dos insectos. Actualmente conhecem-se cerca de 150000 espécies,
prevendo-se a existência de um número bastante superior. São insectos
bastante cosmopolitas, podendo existir desde o Equador até às regiões
polares. No entanto, são as espécies das regiões tropicais as mais
exuberantes, quer pelas suas dimensões quer pelos seus tons brilhantes e
metalizados.
A origem das borboletas é um pouco obscura, uma vez que o arquivo fóssil
é incipiente, devido à fragilidade dos seus corpos. Paradoxalmente, os
poucos fósseis conhecidos foram encontrados muito bem perseverados e
quase intactos, pois as borboletas ficaram sepultadas em âmbar (resina fóssil) o
que permitiu preservar até aos nossos dias exemplares com aproximadamente
140 milhões de anos.
É curioso verificar que a coexistência das borboletas com os dinossauros
(extintos há cerca de 60 milhões de anos) foi supostamente uma realidade
exclusiva de um determinado tipo de borboletas – as nocturnas (Heteroceros).
Quanto às espécies diurnas (Ropaloceros), parecem ter evoluído das espécies
nocturnas e terão aparecido há apenas 40 milhões de anos, não tendo
por isso voado por entre os grandes sáurios.
