(continuação)
Talvez seja a forma como se movem, ou como se
apropriam de um lugar dando-lhe um aspecto lúgrube.
Todos
temos um profundo horror por aranhas, mas a menos que subitamente nos transformemos numa
mosca, muito pouco temos a temer. São aliás seres fascinantes!
Da forma como fiam a seda, por exemplo! Ela é extraída de órgãos que possuem nas
costas, chamados fiandeiros, a seda líquida dentro das glândulas da aranha transforma-se
fora do corpo em fios sólidos. Todas as aranhas fiam seda, mas nem todas tecem teias.
Pertencem à família dos aracnídeos, que incluem escorpiões e ácaros. Existem cerca de
35.000 espécies conhecidas de aranhas, sendo a mais impressionante e a maior de todas a
tarântula.
Percorrem desertos e savanas, mas preferem as florestas chuvosas, quentes e húmidas, onde
vivem debaixo da terra e nas árvores. Variando de cor e tamanho, têm em comum os pelos
em profusão. Com os corpos divididos em duas partes, o abdómen atrás e o encefalotórax
à frente, as suas cores abrangem o arco-íris. Têm em média cerca de 13 cm de
envergadura de pernas, embora existam excepções que atingem o tamanho de um prato.
A visão delas é
medíocre, embora tenha vários olhos, vê tudo de uma forma embaciada, distinguindo
apenas a luz da escuridão; depende assim do apurado sentido do tacto. A espessa camada de
pelos do corpo actua como um gigantesco órgão sensor, ajudando-a a captar sinais do
mundo que a rodeia.
Há umas mais peludas que outras. Para muitas espécies as cerdas do abdómen proporcionam
uma defesa eficaz. Tal como o porco espinho, é dotada de pelos urticantes que não hesita
em disparar. As cerdas farpadas inflamam os olhos, nariz e garganta dos seus inimigos.