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De manhã, muito
cedinho,
Mal vê luzir o buraco,
Levanta-se o pastorinho
E mete o farnel no saco.
Chama as ovelhas p’lo
nome
Com bafo de migas de alho,
E cada qual lhe responde
Com a voz do seu chocalho.
Ouvem-no sempre com
elas,
Haja Sol, ou chuva, ou frio,
A saltitar nas courelas
Lá nas ladeiras do rio.
Não há lobo nem ladrão
Que lhe possa meter medo,
Pois leva um cão valentão
Quando sai de manhã cedo.
Ao merendar nas
ladeiras,
Vêm os chascos, as gralhas,
Os pardais e as levandeiras,
A regatear as migalhas.
Pastorinho das
courelas,
Que trazes no teu surrão?
- Bagatelas, bagatelas,
e algumas côdeas de pão!... |
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(in “A Mala Vazia e Algumas Histórias da
Tradição Oral”, de Alexandre Parafita,
ilustrações de Pedro Sarapicos, edições
Âmbar, cuja
leitura se recomenda vivamente - Edição de 15.02.04 do ‘Terra
do Nunca’ ) |