A FADA DE CALIPSO

Era um dia chuvoso e triste.
Eu estava com uma amiga, a Lipsy, desconhecida por todos os humanos.
Contou-me nessa tarde uma história que nunca esquecerei. Eu sabia perfeitamente que ela não era normal. Era uma fada, aquele mito que julgávamos ser verdade quando éramos crianças. Mas o que me contou era ainda menos normal. Nessa tarde ela encheu-me o coração de maravilhas.
Contou-me como era o seu país, Calipso. Fiquei confusa com o nome. Que eu saiba não aparece no mapa. Contou-me que para se chegar lá era preciso apanhar a boleia de uma abelha,
o que me pareceu impossível. Depois, íamos ter a um malmequer. Agora é simples. Entramos pelo malmequer e pelo seu caule somos transportados para Calipso. 
Apenas as fadas ou os gnomos o conseguem fazer.
Depois de chegar a Calipso, é só acreditar que não é um sonho ou o paraíso, para começar a passear e descobrir aquele mundo encantado. Ela contou-me os pormenores do seu país natal. 

Tem cascatas que descem pelas altas montanhas verdes. Por vezes com os topos cobertos de neve. Os rios de água fresca e transparente contornam as montanhas. Tem árvores de todos os tipos e feitios, chorões, palmeiras e todo o tipo de árvores tropicais. Existem bichos de todas as cores e feitios. Alguns nem conhecemos. Como por exemplo o três patinhas, um bicho bastante esquisito. Achei engraçado o facto de o céu ser amarelo, um amarelo muito suave. As nuvens são cor-de-rosa clarinho e por vezes caem flocos de algodão-doce lá de cima. Quando chove, ficam todos contentes, porque o céu se cobre de arco-íris. Calipso tem muitas flores, algumas de algodão doce, de sorvete, de bolachas, donuts e outras completamente desconhecidas.

Também me contou que no país dela não há guerras e são todos amigos.
Quem me dera que o nosso mundo fosse assim!

Talvez um dia a Lipsy arranje maneira de me levar lá.

(História escrita pela INÊS GIL - 12 anos -  2003)

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