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A MORSA As morsas vivem em grupos, por vezes com
milhares de elementos do mesmo sexo, em águas muito frias do hemisfério norte. Podem
medir mais de dois metros e pesar até 1700 quilos.
As baleias primitivas teriam
adoptado a vida aquática há cerca de 50 milhões de anos. Bastante mais tarde - talvez
há 25 milhões de anos, sendo este número apenas uma conjectura - outros mamíferos
carnívoros primitivos seguiram-lhes o exemplo. Estes seriam os mamíferos pinípedes:
focas, leõs-marinhos, otárias e morsas. Tal como as baleias, os pinípedes sofreram
modificações consideráveis para a adaptação à vida aquática. Os ossos dos membros
tornaram-se muito reduzidos, de modo que apenas as patas sobressaem do corpo. Uma membrana
liga os dedos, como numa barbatana. As narinas, situadas no alto da cabeça, permitindo
que o animal respire estando a maior parte do corpo imerso, mantêm-se quase sempre
fechadas, mas são providas de músculos especiais que as abrem quando o animal quer
respirar. A superfície frontal dos olhos é plana, a forma mais adequada para debaixo de
água produzir imagens bem focadas. Para conservarem o calor do corpo os pinípedes
passaram a apresentar, sob a pele, uma espessa camada de gordura. Estes animais apresentam
ainda outras modificações que lhes permitem mergulhar e suster a respiração por longos
períodos. O volume de sangue do seu corpo é, proporcionalmente ao tamanho, muito
superior ao de qualquer mamífero terrestre e, por esse motivo, conseguem armazenar
grandes quantidades de oxigénio. Além disso, quando mergulham, contraem alguns vazos
sanguíneos mais importantes para que a circulação do sangue arterial fique
consideravelmente limitada ao coração e ao cérebro. Simultaneamente as pulsações
descem de cerca de 100 por minuto para aproximadamente 10. Assim o animal consegue manter
oxigenados os órgãos principais em prejuízo do resto do corpo. |
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