A LONTRA |
(Lutra lutra) | |
|
A pelagem é espessa, brilhante
e uniformemente castanha, com excepção da região do ventre que é mais clara. O corpo
alongado, a cabeça achatada e com olhos pequenos, os membros curtos e a cauda longa,
ligeiramente achatada e afilada na ponta, são características que manifestam a sua
perfeita adaptação à vida aquática. As patas, curtas e vigorosas, com 5 dedos ligados
por uma membrana interdigital bem desenvolvida, permitem-lhe mover-se agilmente na água.
Mergulham e chegam a estar submersas durante algum tempo. Move-se dentro de água com o impulso das patas posteriores e do movimento sinuoso do corpo. A cauda desempenha a função de leme. A posição elevada das narinas e dos olhos permite-lhe manter-se à superfície sem ser notada. Podem reproduzir-se durante todo o ano, no entanto, acasalam sobretudo na Primavera e no final do Inverno. A gestação dura 9 semanas e nascem duas a três crias. No litoral este número é geralmente inferior. As crias permanecem com a mãe cerca de um ano. A área vital de uma lontra é marcada por odores, provenientes de glândulas anais e de dejectos colocados em locais proeminentes. Estende-se, em média, por uma zona de 5 a 10 km. A lontra alimenta-se essencialmente de peixe. Contudo, também se alimenta de anfíbios, répteis, aves aquáticas, mamíferos, insectos e crustáceos. No litoral marinho recorre a zonas rochosas ou com vegetação e em que exista água doce para se abrigar. Está presente em todos os ambientes aquáticos (lagos, rios, ribeiras, canais, pauís, sapais, albufeiras) até à Costa Atlântica. Utiliza a vegetação das margens para construir abrigos. Muitas vezes aproveita tocas abandonadas por outros animais, refugia-se em troncos velhos ou nas raízes das grandes árvores. Cria um sistema de galerias com várias entradas, umas subaquáticas e outras ao nível do solo. Vive de 6 a 8 anos. (voltar) |
|