(continuação)

Ora o elefante senhorio começou a sentir uma coisa estranha no andar de cima.(Da série de TV «PSI FACTOR») Uma sensação incómoda de último andar ocupado por vizinhança desconhecida e em festa agitada. Para escutar e sentir melhor, volta não volta parava, controlando as suas enormes orelhas, e punha-se à escuta para captar o que se passava.
O pulguedo em festança lá estava, observando do alto a paisagem, tomando chá e biscoitos de pulga, em festa de arromba, aliviados de tanto salto ter dado.
A pulga rainha, que lhes tinha indicado aquele miradouro,
tinha um chapéu enorme, espécie de corôa, para se distinguir das outras pulgas. Uma espécie de campeã dos saltos. De repente, uma ventania muito forte veio sem avisar e o chapéu saltou-lhe da cabeça real e foi voando, voando pelo ar fora, e só parou dentro do olho do elefante, numa altura em que ele, muito paradinho, tentava, de olhos esbugalhados e muito concentrado, perceber a origem e o porquê daquela algazarra. O nosso elefante, com o chapéu enfiado no olho, deitava abundantes lágrimas, como aquela poeira que nos entra pela vista sem avisar e nos deixa a chorar, como um rio deslizando pela cara abaixo.

(continuar)