(continuação)
Nessa noite, escondido no matagal,
viu o gigante.Como era seu hábito ele encostou-se a
uma casa. Os habitantes fugiram esbarofidos! E logo adormeceu profundamente, ressonando
altíssimo, tão alto que fazia estremecer todo o chão à volta.
O alfaiate aproximou-se para o ver melhor, e de repente foi aspirado pelo gigante. Que
susto!!!
Mas este continuou a dormir. Então Luis teve uma idéia: coser a língua do seu inimigo,
utilizando uma agulha e fio que trazia consigo.
- Porque é que não podes falar, gigante? Se te deixares
atar eu posso fazer com que fales.
O gigante aceitou a combinaçã
o, e o alfaiate atou-o, mas
não lhe soltou a língua.
- Terás que fazer ainda outra coisa, gigante,
exigiu Luis.
E mandou-o assoprar o moinho do rio, que moia a produção de cerais de Vila Tranquíla.
E tal como o rei havia prometido, o pequeno alfaiate casou com a princesa e foram muito
felizes.
Porém nunca mais deixou de usar um cinto com estas palavras: «SETE DE UM SÓ GOLPE»
FIM
(voltar)