A GRANDE BARRELA
-Sabes, Zézito, vou fazer
uma barrela geral aos vestidos das minhas bonecas.
-disse a Joanita -Estão tão
sujos que até metem nojo!
-Se quiseres podes lavar também os
fatos do meu urso e do escarumba -respodeu
o Zézito.
-Certamente, desde que me ajudes
- concordou logo a Joanita.
Foi um belo trabalho, sim senhor! Enquanto a Joanita lavava tudo com «omo»,
o Zézito ia enxugando a roupa, fazendo-a passar entre dois rolos.
-Agora vamos estender tudo
-ordenou a Joanita.
Mas como a corda era muito alta, os pequenos resolveram pendurar a roupa
na vedação do quintal. Malhadinha, a cabrita da senhora Engrácia,
pastava no campo vizinho.
-Anda cá, Malhadinha
-chamaram os pequenitos.
Mas a comilona nem sequer levantou a cabeça das ervinhas. Como ameaçava
chuva, os pequenos resolveram recolher os vestidos. Mas, quando foram apanhá-los,
nem um só encontraram...! Aflita, a Joanita começou a chorar.

-Foi a malvada da Malhadinha
-disse a senhora Engrácia -Essa gulosa
come seja o que for! Mas não estejam tristes que eu já remedeio
tudo. Com uns retalhos de tecido que tenho na minha arca,
vou
ajudá-los a fazer novos vestidos ainda mais bonitos.
E quando chegou a noitinha, toda a bonecada
estava vestida a rigor. Mas, afinal, não era a Malhadinha quem havia
comido os vestidos.
-Reparem neste coelhito que leva as calças
do urso...!
É muito feio levantar falsos testemunhos.
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