UM POUCO DE HISTÓRIA
Quando o Homem se tornou consciente do potencial dos diversos
animais, começou a domesticar os que podia:
os cães davam excelentes
companheiros de caça, as vacas forneciam carne e leite e ajudavam no trabalho e os
cavalos eram um excelente meio de transporte.
Entre todos os animais domésticos, apenas os gatos decidiram viver com o Homem, atraídos
pelas quadrilhas de ratos e ratazanas que se congregavam à volta dos armazéns de comida,
no Egipto antigo.
De facto, os primeiros sinais de uma relação entre o Homem e o Gato datam de há 4500
anos, no Alto Nilo. As famílias egípcias choravam os gatos mortos, tal como choravam os
seus entes queridos, e foram encontrados os restos de mais de 300.000 gatos mumificados
numa antiga cidade egípcia, escavada nos finais do século XIX.
Mais pragmáticos, os Gregos foram os primeiros europeus a reconhecer o valor destes
felinos egípcios como caçadores de ratos. Como os egípcios não comercializavam os seus
gatos sagrados, os Gregos terão "desviado" alguns casais de felinos
e vendido
gradualmente as ninhadas aos seus tradicionais parceiros comerciais: Romanos, Gauleses e
Celtas. O gato tornava-se cada vez mais popular mas essa popularidade ia-lhe trazer
problemas.
Na Idade Média os gatos são, pela primeira vez, considerados inimigos públicos. A
Igreja via no gato um símbolo pagão, responsável, como os ratos, por disseminar a
peste, que matou milhões de pessoas por toda a Europa. A perseguição aos felinos foi
geral e de tal forma agressiva que se tornou tradição nas festas anuais de São João
queimar gatos vivos nas praças de cada cidade. Por tudo isto, por volta do ano de 1400, a
espécie estava quase extinta. Passou muito tempo até que a responsabilidade por todos os
males deixasse de ser atribuída a bruxas e gatos e foi assim, gradualmente, que os
felinos domésticos foram recuperados e voltaram a ser estimados na Europa.
