A FOCA
Pertence à ordem dos Carnívoros, à
família dos Pinípedes e alimenta-se com peixes e invertrebados marinhos. Habita
preferencialmente nas costas arenosas e de águas pouco profundas, sendo originária da
Ásia Central. As focas estão muitíssimo bem adaptadas à vida marinha, com as suas pequenas caudas e nadadeiras anteriores
e também ouvidos externos. Chega a medir dois metros de comprimento e a pesar mais de cem
quilos. Têm os filhos em terra, apenas um de cada vez. O tempo médio de vida varia entre
os 25 e os 35 anos, chegando mesmo a atingir 40 anos.
A foca branca é muito caçada devido ao valor da pele, empregue no fabrico de casacos e
outros adornos.
A foca é um mamífero pinípede,
que sofreu modificações consideráveis para se adaptar à vida aquática. Os ossos dos
membros tornaram-se muito reduzidos, de modo que apenas as patas sobressaem do corpo. Uma
membrana liga os dedos, como numa barbatana. As narinas no alto da cabeça, permitindo que
o animal respire estando a maior parte do corpo imerso, mantêm-se quase sempre fechadas,
mas são providas de músculos especiais que as abrem quando o animal quer respirar. A
superfície frontal dos olhos é plana , a forma mais adequada para debaixo de água produzir imagens
bem focadas. Para conservarem o calor do corpo passaram a apresentar, sobre a pele, uma
espessa camada de gordura. Apresentam ainda outras modificações que lhes permitem
mergulhar e suster a respiração por longos períodos. O volume de sangue do seu corpo
é, proporcionalmente ao tamanho, muito superior ao de qualquer mamífero terrestre e, por
esse motivo, conseguem armazenar grandes quantidades de oxigénio. Além disso, quando
mergulham, contraem alguns vasos sanguíneos mais importantes para que a circulação do
sangue arterial fique consideravelmente limitada ao coração e ao cérebro.
Simultaneamente, as pulsações descem de 100 por minuto para aproximadamente 10. Assim, o
animal consegue manter oxigenados os orgãos principais. em prejuízo do resto do corpo.
Para dar à luz têm que se dirigir às praias, aonde não só estão expostas aos ataques
dos animais terrestres, como não encontram ali o alimento apropriado. Por isso é de toda
a conveniência para a foca fêmea que as crias se desenvolvam em pouco tempo e se tornem
independentes o mais rapidamente possível. O leite da foca é extraordinariamente rico -
contendo 50% de gordura - e a cria aumenta de peso à razão de cerca de um quilo por dia.
Como durante o período de amamentação a mãe não se alimenta, o que se verifica na
realidade é que ela converte a própria gordura em leite, transferindo-a para a cria.
Alguns dias após o nascimento, a fêmea acasala de novo. Porém, como o período de
gestação é bastante inferior a um ano, o óvulo fecundado, ou ovo, mantém-se em
princípio sem se desenvolver, sendo a implantação na parede do útero retardada por vários
meses. Quando finalmente se dá a implantação, o ovo inicia o desenvolvimento e assim a
cria nascerá na época de reprodução seguinte, um ano depois.
O grupo das focas, que abrange mais de duas dúzias de espécies todas desprovidas de
orelhas, terá evoluído de antepassados semelhantes a lontras. Os membros das focas quase
lhe não são de qualquer utilidade em terra. Os anteriores são tão curtos que o apoio
que proporcionam é muito reduzido, e os posteriores, como não podem ser virados para a
frente, de nada lhes servem. Com efeito, fora de água, as suas patas posteriores
mantêm-se geralmente com as plantas unidas, tomando o aspecto de uma cauda.
A foca serve-se das barbatanas anteriores quase exclusivamente para manobrar e das
posteriores para a propulsão, usando uma técnica na deslocação muito semelhante à dos
peixes. A maioria das focas, quando em terra, desloca-se por ondulações no corpo. Porém, a foca
caranguejeira vive sobre gelo flutuante tão escorregadio que tem de mover-se
sinuosamente, à maneira das serpentes.
As focas são mais abundantes nas águas polares, aonde há enormes concentrações de
peixe. Existem no entanto espécies que vivem em águas mais temperadas. As focas do
gérero Monachus encontram-se na Madeira e costa da Mauritânia, e possivelmente ainda no
Mediterrâneo e na zona das ilhas Havaí. Algumas espécies são de pequenas dimensões -
a foca do lago Baical, a única que vive exclusivamente em água doce, mede apenas um
metro e meio, mas todos os grupos incluem uma espécie de grandes dimensões. O elefante
marinho, a maior espécie do grupo das focas, atinge seis metros de comprimento e cerca de
três toneladas de peso.
A FOCA CINZENTA
A foca
cinzenta,espalhada por todo o litoral do norte da Europa e da América, é menos caçada
do que as outras espécies, por duas razões: ela é menos sociável que outras espécies
e nunca forma colónias grandes nas praias. Além disso, os filhotes já nascem com o pelo
de adultos, de um cinza
vivo e com manchas escuras, ao contrário do belo pelo branco, que é o orgulho (e o
infortúnio) das outras. A primeira muda de pêlo da foca cinzenta ocorre no próprio
ventre materno. A foca cinzenta passa a maior parte do tempo nas águas árticas, e vem a
terra apenas para dar à luz e para se aquecer ao sol. Dorme na superfície da
água, acasala-se nela e só tem que mergulhar para conseguir comida, que consiste em
peixes e caranguejos. O seu corpo em forma de torpedo é perfeitamente adaptado para
nadar, desde as pernas que se transformaram em nadadeiras, até à cabeça redonda,
desprovida de orelhas. As narinas fecham-se quando ela mergulha. Como as outras, a foca
cinzenta é protegida do frio por uma camada de gordura, e por um aparelho circulatório
especial. 
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