O CHIMPANZÉ |
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| É o primata mais próximo do Homem. O seu grande cérebro reflecte uma
inteligência bastante elevada que lhe permite comunicar, aprender, criar e utilizar
instrumentos para se alimentar e para se defender dos seus inimigos. Fabrica
inclusivamente chapéus de sol e guarda-chuvas, com folhas, para se proteger. Ao anoitecer
procura quase sempre uma árvore para nela construir um ninho de galhos. Vive em
comunidades nas selvas africanas e alimenta-se principalmente de frutas e de outros
vegetais. Embora sejam hábeis trepadores que dormem e se alimentam nas árvores, geralmente deslocam-se e descansam no solo. Aí andam a 4 patas, apoiando-se nas costas dos dedos arqueados da mão, com os longos braços em posição rígida, mantendo os ombros elevados. Mesmo quando o bando se instala no solo e fica à vontade, a actividade é constante. Os mais jovens correm uns atrás dos outros pelas árvores, brincando como se participassem em jogos infantis. Um poderá brincar a fazer camas, dobrando ramos flexíveis para construir uma plataforma, mas provavelmente cansar-se-à antes de terminar e descerá à procura de algo para se distrair. O laço de união entre a mãe chimpanzé e a sua cria é muito forte. Imediatamente após o nascimento esta agarra-se à pelagem
da mãe com as suas minúsculas mãos. Até atingir 5 anos permanece junto à mãe,
cavalgando-a como um jóquei, montado nas suas costas quando o grupo se desloca. Existe também uma constante comunicação entre os adultos quando o grupo descansa. Os recém-chegados cumprimentam-se uns aos outros, estendendo as costas da mão espalmada para ser farejada e tocada com os lábios. Os machos mais idosos, cinzentos e calvos, com olhos brilhantes e faces enrugadas, sentam-se com frequência afastados do bulício. Podem ter 40 anos de idade e muitas vezes dão uma impressão de rabujisse. São tratados com grande respeito, as fêmeas aproximam-se deles dando estalos como beijos com os lábios e soltando gritos efusivamente. Todo o grupo, velhos e jovens, passa horas dispensando-se cuidados mútuos, catando cuidadosamente a pelagem árpera e escura, coçando a pele com a unha para retirar um parasita ou uma crosta. O grupo pode visitar uma termiteira. A caminho, um animal arranca um pequeno galho, quebra-o até que fique com o tamanho adequado e despe-o de todas as folhas. Ao chegar à termiteira, introduz o galho num dos buracos. Ao retirá-lo, ele está coberto de térmites que a ele se agarraram, tentando defender o ninho dos intrusos. O chimpanzé passa o graveto por entre os beiços, retirando os insectos e devorando-os gulosamente. Eles não só utilizam utensílios como os fazem! O chimpanzé não se tornou um acobrata especializado como o gibão e o seu polegar manteve-se oponível aos outros dedos, podendo ser utilizado não só para agarrar, mas também para apanhar pequenos objectos. Assim, a mão do chimpanzé
é um instrumento maravilhosamente versátil para catar os companheiros, para explorar o
mundo em redor e para manipular o que encontra. |
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