| (versão
integral) |
MISTÉRIO NO
CASTELO
Eu
chamo-me Sofia e vivo no Norte de Itália, em Génova.
Moro num lindo castelo coberto de trepadeiras, que se situa no alto de um
monte, rodeado de grandes árvores.
É um sitio cheio de flores e animais, como borboletas e joaninhas.
Moro com os meus pais, o meu irmão e com o nosso novo mordomo.
Os meus pais foram passar férias a Veneza, e nós ficámos sozinhos durante
duas semanas.
Os primeiros dias foram normais. Fazíamos os trabalhos de férias, víamos
televisão, comíamos, etc.
Mas os dias não continuaram assim, começaram a acontecer coisas muito
estranhas no castelo. Ao principio eram coisas insignificantes como, por
exemplo, fecharmos uma porta e ela abrir-se sozinha; apagarmos uma luz e ela
acender-se; objectos que tínhamos posto em certos sítios, aparecerem
noutro local; entre muitas outras coisas.
Mas o pior estava para vir. Quando nos deitávamos ouvíamos vozes a
dialogar.
A partir dessa altura já nos restavam poucas duvidas. No castelo estavam
presentes, não só eu, o meu irmão e o mordomo, mas também uma colecção
de fantasmas!!!
Eu e o meu irmão, aventureiros como somos, decidimos descobrir tudo! De
noite, vestimos roupa preta e equipámo-nos com lanternas e duas navalhas.
Percorremos todo o castelo e não encontrámos nada. Fantasmas...? Nem vê-los!
Pensando melhor, sem fantasmas, nós os três éramos os únicos no castelo.
Foi então que pensámos na possibilidade de o mordomo estar envolvido neste
mistério.
Fomos verificar se ele estava realmente a dormir, e não estava! Foi então
que começámos a ouvir as mesmas vozes... Haveria mais alguém no
castelo?...
Foi então que nos lembrámos de ir ao sótão. Nem queríamos acreditar...!
O nosso mordomo encontrava-se vestido de duque e falava com ele próprio!!!
O coitado ficou mais atrapalhado do que nós, perante aquela situação.
Explicou-nos então, que de noite, vestia-se de duque, fingindo que não era
mordomo.
Contou-nos também que percorria o castelo. Dai as portas abertas, as luzes
acesas e as coisas fora do lugar, na manhã seguinte.
Afinal não passava tudo de uma brincadeira, ele só queria sentir-se um
duque.
Depois desta explicação, rimo-nos os três com a situação e autorizámos
o mordomo a vestir a roupa de duque sempre que quisesse.
Colori, colorado, está o
conto acabado!
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