| (versão
integral) |
UMA VASSOURA EMPRESTADA
Há uma semana, estava eu
muito descansada no meu quarto, quando entrou uma bruxa medonha, montada
numa vassoura. Fiquei assustada, mas ela sorriu e disse-me:
- Não tenhas medoo, estou encarregada de uma missão: todos os anos,
próximo do Dia das Bruxas, empresto a minha vassoura aos jovens para que
nos conheçam melhor e festejem esse dia tão especial, o nosso dia. Mas
tens de passar desapercebida, senão corres um risco grave!
Eu fiquei espantada, nem consegui agradecer, pois a bruxa saiu tão
misteriosamente como tinha entrado.
Até me esqueci da recomendação, tal era a excitação.
Vesti o casaco, abri a janela e montei-me na vassoura.
Era tão bom voar! Voar como um pássaro!
Primeiro sobrevoei a cidade, que estava em grande animação; monstros
horrendos, vampiros, e principalmente bruxas, dançavam e moviam-se nos espectáculos
e bailes. Depois afastei-me um pouco mais. Que calmo era o campo! Calmo e
silencioso, só se ouviam os grilos e o canto de um rio próximo. Pousei um
pouco e espreitei pela janela de um casebre, mas senti uma mão agarrar-me.
Era a bruxa!
- Eu não te disse que tivesses cuidado? Se te descobrem, estamos tramadas!,
disse ela.
Fiquei envergonhada, porque queria dar boa impressão à bruxa, mas ela
desculpou-me.
A seguir visitei três países - e os que mais queria visitar! França,
Escócia e China! Claro que fui com a bruxa, que se mostrou uma óptima
companheira. Vimos muitos monumentos, mas quando voltei a casa estava mais
do que exausta.
Que noite!
Colori, colorado, está o
conto acabado!
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