| (versão
integral) |
O PATINHO E O RIBEIRO
Era uma vez um patinho muito traquinas e
aventureiro, que gostava muito de nadar no ribeiro que passava perto da
sua casa.
De Verão, a aventura consistia em nadar sozinho por entre a pequena
corrente que atravessava as pedras do ribeiro.
Mas no Inverno... eu vou contar-vos a grande aventura do Patinho
Traquinas.
A sua mãe aconselhava-o muitas vezes a não nadar no ribeiro no Inverno,
por causa das fortes chuvas que podiam aumentar a força da corrente,
podendo fazer o Traquinas morrer afogado. Mas naquele dia, Traquinas
resolveu arriscar-se sem fazer caso dos conselhos da mãe.
A água estava fria e a corrente um pouco mais forte do que o costume.
As suas penas arrepiaram-se, mas Traquinas foi nadando ao longo do
ribeiro, afastando-se cada vez mais de casa. Já estava longe, quando
fortes e pesadas gotas de chuva começaram a cair.
A corrente não demorou muito a ficar forte demais para as suas patinhas.
Traquinas começou assustar-se. A chuva engrossava o ribeiro e tornava-o
mais forte.
Traquinas estava cada vez mais aflito.
Começou a chamar a mãe:
- Quá! Quá! Quá!
Ninguém o ouvia.
Estava longe de casa e a chuva fazia muito barulho, caindo no ribeiro e
nas folhas das árvores que habitavam as margens.
Traquinas, cansado e cheio de medo, já não lutava contra a corrente.
Deixava-se levar, batendo nas pedras e de encontro às margens. Já nem
tinha forças para pedir ajuda.
A chuva parou.
Um grande cisne, que habitava na quinta vizinha e que passeava nas margens
do ribeiro, viu o patinho deslizar ao sabor da corrente e com um forte
grasnado atirou-se à água. Reconhecera Traquinas e como era grande e
forte podia nadar no ribeiro em socorro dele. Para sua sorte, Traquinas
parou a sua desnorteada corrida entre duas pedras perto da margem. O
grande cisne depressa o alcançou. Conseguiu pegar no Traquinas por uma
asa e subir para a margem.
Correu com Traquinas para sua casa e, já cansado, entregou-o à mãe, que
chorava desesperada por não encontrar o seu filhinho. Toda a família
percorrera já a quinta à procura de Traquinas.
Traquinas estava muito fraco e arrependido.
Durante todo o resto do dia ficou sob a asa da mãe, que cuidou dele e
tratou das feridas que fizera ao deslizar pela corrente.
Logo que Traquinas ficou bom, pediu desculpa à mãe e prometeu
obedecer-lhe sempre e nunca mais voltar a ser traquinas.
Colori, colorado, está o
conto acabado!
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