(versão integral)


AS MENINAS DA PRAIA

Era uma vez uma praia, que era deserta; não tinha ninguém, ninguém olhava para ela.
Até que duas meninas chegaram à praia e disseram:
- Olha, Dina, esta é a praia ideal para cantarmos as nossas canções sobre a "Filha do Mar", o que é que tu achas?
- Acho bem, Raquel, boa ideia.
E lá foram elas.
A areia começou a sentir que alguém a estava a pisar! Olhou para cima e viu duas meninas a saltar de alegria, até lhe pareceu que para elas, esta era a melhor praia que já tinham visto!
O mar, que estava bravo, ficou mansinho, suave, límpido...
As nuvens, que estavam carregadas de chuva, ficaram brancas como a neve e até desapareceram quase todas!
As conchas douradas, que estavam fechadas de tristeza, abriram completamente, contentes por verem duas meninas.
E por fim os golfinhos, que normalmente nunca apareciam, davam saltos de alegria!
A Raquel e a Dina disseram uma para a outra:
- Já olhaste bem para a praia, ela mudou: a areia ficou com olhinhos, o mar que estava bravo ficou mansinho, as conchas douradas estão abertas, os golfinhos estão a dar saltos... ainda não reparaste?
- Ainda não tinha reparado, mas tens razão.
Passados alguns segundos ouvem uma voz a chamar:
- Venham para a beira-mar.
E elas fora..
Sentaram-se e começaram a ver as conchas, os golfinhos, o mar e a areia a olharem para elas.
- Olá! - disseram as conchas, os golfinhos, o mar e a areia.
- Olá - responderam a Raquel e a Dina.
- Vocês falam! Nunca tínhamos ouvido o mar, os golfinhos, a areia, as conchas... - acrescentaram ainda.
- Olá - disseram as nuvens.
- ... e as nuvens a falar.
- Cantem para nós todos, disseram as conchas douradas.
- Está bem, disse Dina.
Algumas horas depois, já era de noite e elas não tinham dado por nada.
- Já é de noite, disse a areia.
- Ah! Meu Deus, temos que ir para casa, disse a Raquel.
- Desculpem, temos que ir embora, amanhã encontramo-nos aqui no mesmo sítio.
E assim foi e no outro dia lá estavam elas outra vez, para cantar, brincar, conversar.
E tornaram-se grandes amigos uns dos outros.


Colori, colorado, está o conto acabado!


(História escrita por Inês Duarte Leitão (11 anos) e publicada no "Terra do Nunca", ano IV, nº 297 - 10NOV2002)

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